quarta-feira, 14 de junho de 2017

REGIÃO TEM 22 CIDADES SEM DELEGADOS

Delegado Isaías Fernandes, de Tomazina

Um estudo apresentado recentemente na Assembleia Legislativa do Paraná (Alep) pelo deputado estadual Rubens Recalcatti (PSD) revela a falta de 22 delegados de Polícia Civil no Norte Pioneiro. Segundo o levantamento, o déficit no Estado é de 256 profissionais.O parlamentar pediu providências ao governador Beto Richa (PSDB) para a contratação dos Delegados de Polícia já aprovados em concurso público realizado em 2013. Desde então, foram nomeados apenas 122 profissionais no Paraná.

De acordo com o levantamento apresentado por Recalcatti, que também é delegado, no Norte Pioneiro falta autoridade policial em Guapirama, Quatiguá, Santana do Itararé, São José da Boa Vista, Salto do Itararé, Conselheiro Mairinck, Japira, Jaboti, Pinhalão, Abatiá, Jundiaí do Sul, Sertaneja, Leópolis, Nova Santa Barbara, Santa Cecília do Pavão, Congonhinhas, São Sebastião da Amoreira, Nova América da Colina e Rancho Alegre.

O deputado pediu ao governador para que ao menos 49 delegados sejam contratados em regime de urgência no Estado, reforçando uma solicitação já apresentada pela própria Secretaria de Segurança Pública e Administração Penitenciária (SESP). “Mesmo com essas contratações, o quadro de delegados continuará deficitário”, alerta o político.

Em pronunciamento na Alep, Recalcatti informou que, desde 2013 houve 66 baixas no quadro por aposentadoria, exoneração e falecimento.Conforme o parlamentar, até o final deste ano outros 30 pedidos de aposentadoria deverão ser efetivados.

O estudo mostra ainda que cerca de 1,3 milhão de habitantes não dispõem de atendimento policial, causando acúmulo de inquéritos, ausência de registros de Boletim de Ocorrência e dificuldades na apuração das infrações penais. Além disso, diversas Delegacias Especializadas no interior do Estado não contam com um titular à sua frente, como, por exemplo, o Grupo de Diligências Especiais (GDE) de Jacarezinho.

O parlamentar, no entanto, reconhece os esforços do governador Beto Richa para solucionar o problema. Em janeiro deste ano, segundo Recalcatti, o tucano assumiu o compromisso de contratar novos delegados. “Entendo a situação de dificuldade de caixa diante da atual crise econômica, mas é preciso encontrar uma solução para resolver o atendimento à população”, cobra o deputado.

Superlotação carcerária

Outro problema grave que preocupa as autoridades policiais do Norte Pioneiro é superlotação carcerária. A maioria das Cadeias Públicas da região registra números bem acima da média. A unidade de Tomazina, por exemplo, tem capacidade para receber oito presos, mas atualmente conta com 32 detentos.

Conforme o delegado Isaías Fernandes, somente na semana passada cinco pessoas foram presas no município e em cidades vizinhas, e mais prisões devem ocorrer nos próximos dias por determinação da Justiça. “Encaminhamos uma solicitação de verba por meio do Conselho da Comunidade ao juiz Otto Sponholz Junior para adequações e melhoria na Cadeia Pública de Tomazina, que assim como todas que existem no Estado abrigam ilegalmente detentos que deveriam estar nas penitenciárias. Os poucos agentes que temos trabalham em desvio de função cuidando de presos, quando deveriam estar investigando crimes que acabam ficando sem solução”, avalia o titular da Delegacia de Tomazina.

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